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Por enquanto, só o auxílio emergencial salva

Essa pandemia está ensinando muitas coisas novas para todo o mundo. Na raia da política estamos novamente observando o quanto esses abnegados cidadãos se esforçam para resolverem os problemas “deles, é claro”. Chegaram a inventar uma CPI para motivarem suas campanhas à reeleição que já de antemão sabemos que vai virar em pizza, dar em nada.
Enquanto isso, leis importantes e posições necessárias para o real desenvolvimento do país continuam travadas porque nem o presidente consegue acomodar congressistas para aprovarem seus planos de trabalho.
No setor privado, no entanto, a indústria já mostra estar trabalhando como antes da pandemia como resultado de dois fatores importantes: um deles foi a robotização maior de seus parques industriais e o segundo é a grande desvalorização da moeda brasileira ente o Dólar americano e o Euro.
A robotização já era previsível acontecer ainda antes da era covid-19, poque o custo da mão de obra brasileira é muito cara. Os salários não são culpados desse encarecimento. O que machuca mais são as leis sociais sobre ele incidentes.
A desvalorização cambial que o Real vem sofrendo aumenta também o custo de importação de insumos ou matérias primas, porém, favorece demais a exportação de bens que, em alguns casos, oferece uma lucratividade muito superior do que a venda no mercado interno.
O comércio de mercadorias, os serviços e os restaurantes, entretanto, não estão conseguindo acompanhar a evolução, nem da indústria e nem do setor agropecuário.
E, por incrível que pareça, são esses setores que ocupam muita mão de obra humana.
É muito comum hoje, passeando pelas cidades nos depararmos com uma infinidade de placas de “ALUGA-SE”.
Então, para os 14 milhões de desempregados que temos no Brasil, é muito difícil encontrar uma vaga de trabalho, pois comércio e serviços são setores que vivem da aglomeração de pessoas em seus recintos. O que hoje é restrito.
Além disso, a nova lei sobre o trabalho da mulher frente à pandemia faz com que elas se estiverem em condições de risco (idade, gravidez etc.) não podem comparecer ao serviço, mas, não perdem a remuneração, faz com que um empregador pague duas funcionárias e conta com o serviço de apenas uma o que também encarece demais os seus custos.
E não podem ser demitidas.
Assim sendo, sem condições de abrirem novas vagas em razão da pandemia, por enquanto, não há saída senão manter o novo bolsa família antigamente tão criticado, e que hoje se chama “auxílio emergencial”.
Na covid-19, as indústrias e o setor agropecuário se aperfeiçoaram e largaram na frente com novas medidas adotadas e aperfeiçoamento dos seus parques produtivos.
Os setores de comércio e de serviços terão que estudar aperfeiçoamentos operacionais. Por enquanto, o comércio virtual e tele entrega de refeições está mantendo alguns estabelecimentos em funcionamento.
Mas a maioria das pessoas é que ainda não está preparada para esse serviço, principalmente, por que a marginalidade saiu na frente e tem posto dúvida à segurança de se fazer negócios por esses meios.
As pessoas físicas, por sua vez, terão que estudarem mais e se aperfeiçoarem mais para poder enfrentar esse desafio. Já estamos vivendo novos tempos.

Renan Alberto Moroni

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