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Analfabetismo Funcional!

Caros amigos, poucos já ouviram falar, mas o Brasil sofre com um grande problema social denominado analfabetismo funcional.  De acordo os dados divulgados, aproximadamente 27% da população brasileira, entre 15 e 64 anos de idade, são considerados analfabetos funcionais, número que, para mim, causa enorme perplexidade, visto que estamos tratando de mais de ¼ da população.

O conceito de analfabeto funcional, segundo o site Wikipédia, refere-se “a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples. Tais pessoas, mesmo capacitadas a decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolvem habilidade de interpretação de textos e de fazer operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o indivíduo maior de quinze anos possuidor de escolaridade inferior a quatro anos letivos.”

Embora se conheçam alguns projetos que visem minimizar tal situação, a toda evidência faltam políticas articuladas. A questão aqui não se resume a colocar e/ou manter os alunos na sala de aula. Para combater o analfabetismo funcional faz-se necessário a adoção de medidas profundas e complexas, as quais vão, exemplificadamente, desde a revisão dos métodos de ensino em si até a valorização dos educadores.

Hoje, e do jeito que as coisas andam, é possível até questionarmos se existe a intenção real de reduzir o percentual de analfabetismo funcional, até porque, aos alhos de alguns, a incapacidade crítica de ¼ da população Brasileira não perece um mau “negócio”. Alguém discorda?

Por fim, deixo para reflexão as sábias palavras proferidas por Jean Piaget: “a principal meta da educação é criar homens que sejam criadores, inventores e descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de verificar e não aceitar tudo que a eles se propõe”.

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Embora se conheçam alguns projetos que visem minimizar tal situação, a toda evidência faltam políticas articuladas

César Ongaratto

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