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Receitas maiores, lucros em queda

De acordo com dados oficiais divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2022 o consumo de combustíveis deverá crescer, em média, 1,3% sendo liderado pelo aumento no consumo da gasolina comum.
Isso significa que a previsão indica que serão consumidos de gasolina 40 bilhões de litros a mais que em 2021; de óleo diesel 62,9 bilhões de litros e de etanol, 17,7 bilhões de litros.
Entretanto, para 2023, também está previsto um ano atribulado porque os estados brasileiros não aceitarão mais arcar com prejuízos ocasionados pela redução de receitas do ICMS, e, além disso buscarão a recuperação dos prejuízos que terão até o final de 2022.
Haverá também, conforme a previsão do mesmo órgão, redução ainda maior no preço final dos combustíveis principalmente pela possibilidade de aumento da produção de biocombustíveis oriundos da cana e do milho.
Por isso, o mercado de títulos e valores também tem seus preços finais reestudados, resultando numa expressiva queda nos valores, principalmente do valor final das ações de grandes empresas como da Vale, a PetroRio e a Citi na construção civil.
Os preços desses papéis estão caindo, não em razão da ‘lei da oferta e da demanda’ e, sim, pelo fato de que os analistas de mercado internacionais estão recomendando isso.
O fato é que as receitas aumentaram na maioria dos setores, porém, os lucros finais é que estão em significativa queda. Dos 18 setores que os bancos analisam, 15 tiveram aumento de receitas. Porém, 13 levaram um tombo nos lucros.
Outro impacto que poderá ocorrer na economia no próximo ano está a possibilidade de que medicamentos, que não precisem de receita médica específica, possam fazer parte das prateleiras de supermercados, retirando daí a exclusividade de venda por farmácias e drogarias.
Certamente, haverá forte impacto na receita desse comércio especializado. Farmácias e drogarias que caíram nas bênçãos das pessoas depois de entrar no ramo de vacinação e serviço de manipulação de fórmula de remédios pela forma de atendimento às pessoas sem hora marcada, sem demora no atendimento, e considerando os preços relativos entre medicamentos manipulados, bem mais em conta que medicamentos genéricos e ou medicamentos com nome fantasia registrado.
Porém, como sabemos, o projeto que facilita esse tipo de venda foi retirado na última semana da lista de prioridades no Congresso, passando para o regime normal de votação, o que pode atrasar por algum tempo a aprovação. Só dependerá de algum tipo de lobby ou de ‘gratificação’.

(Esta coluna está sendo,
excepcionalmente, reproduzida).

Renan Alberto Moroni

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